Por Francielle Cury

Banda Pedra Letícia
Quando eu ainda estava no ensino médio, um amigo me perguntou se eu conhecia a banda Pedra Letícia. “Pedra o que?” respondi. Então ele fez questão de me mostrar o trabalho da banda. O som, como o próprio vocalista definiu mais tarde, não segue um estilo musical definido é uma mistura de estilos.
Os músicos, Fabiano Cambota (Voz e violão), Fabiano Áquila (baixo e vocais), Thiago Sestini (percussão, Zé Henrique (bateria) e Fabinho Pessoa (violão, guitarra e vocais), já foram comparados aos meninos da banda “Mamonas Assassinas” por causa das letras engraçadas e o estilo irreverente de tocar.

Pedra Letícia no Domingão do Faustão
Pedra Letícia começou a se formar quando o vocalista goiano Cambota, criou um grupo pra tocar musica popular com mais três amigos da faculdade UNESP em Bauru (SP). Quando o projeto de MPB acabou, Cambota voltou para Goiânia e começou a tocar rock acústico com Fabianinho. Nesta época Thiago começou a fazer participações na percussão. Essas participações fizeram com que ele fosse efetivado na banda e essa formação ficou por três anos. Em 2008, com o aumento de número de shows foi necessário convidar mais dois músicos, Zé Henrique e Fabinho.
Confira abaixo a entrevista exclusiva feita pelo blog Ensaios Jornalísticos com a banda que está atraindo fãs por onde passa: Pedra Letícia.
Blog Ensaios Jornalísticos – Quem compõe as músicas?
Pedra Letícia – Todas as músicas até agora foram escritas por mim, Cambota. Mas isso não impede que nos próximos trabalhos apareçam composições dos outros. Meu estilo de compor era bem solitário e agora acabei me acostumando a compor com um amigo, o Thales Augusto, de Goiânia, que nessas músicas novas que estamos apresentando agora já aparecem como meu parceiro.
EJ – Como decidiram o estilo musical da banda e em qual gênero vocês julgam que ele se enquadra?(rock,pop,MPB,etc)?
PL – Não acho que haja um estilo definido. É uma mistureba mesmo, com a vontade de fazer rock. O disco saiu meio pop demais, mas era a fase pela qual estávamos passando quando gravamos. O DVD deve vir mais pancada. Só que esse tipo de rótulo prende muito, então não nos questionamos sobre nada que fazemos. Se for brega, rock, bolero, tanto faz.
EJ – Qual o show mais marcante e por quê?
PL – Difícil escolher um. Alguns foram muito marcantes por serem legais demais, outros por serem estranhos. Voltar a Goiânia e ver 6.000 pessoas nos assistindo foi muito emocionante. Voltar a Maringá, depois de termos sido vaiados em um show sertanejo, e colocar 7.000 pessoas pra pular também foi muito marcante. Mas eu citaria pelo menos mais uns 5 shows.
EJ – Quais são os planos futuros para Pedra Letícia?
PL – Vamos gravar ainda esse ano nosso primeiro DVD que é pras pessoas entenderem como funciona a idéia da banda no palco. Mas não fazemos planos muito grandes, preferimos curtir cada momento. Senão a gente se perde. Claro que pretendemos gravar mais 20 CDs, DVDs, correr o Brasil. Mas antes de pensar nisso a gente pensa no show de sexta feira.
EJ – Qual música não pode faltar em um show?
PL – Ate hoje, acho que é “COMO QUE OCÊ PÔDE ABANDONAR EU?” Só essa música tem 6 milhões de views no youtube.
EJ – Como é a relação da banda com os fãs?
PL – A gente tenta uma relação bem tranqüila, e próxima. Inclusive porque somos uma banda de humor, seria ridícula uma postura pop star. Aliás isso é ridículo sempre, principalmente pra quem não é. Então, respondemos Orkut, twitter, perguntas pelo site. Tenho inclusive algumas pessoas no meu MSN pessoal com quem mantenho contato. É legal e não incomoda ninguém, quem não faz é por frescura mesmo.
EJ – Vocês já conseguem viver tranquilamente só com a música ou mantém alguma outra atividade?
PL – Sim, hoje a gente já vive bem só com música, mas rala-se muito pra conseguir isso. Além disso cada um tem sua atividade nesse meio. Eu mesmo estou fazendo stand-up comedy em SP. O Fabianinho está produzindo o cd de uma banda de Goiânia. Sempre no nosso ramo mesmo.
EJ – O que faziam antes da banda?
PL – Eu e o Fabianinho dávamos aulas de inglês. Eu também trabalhava na Caixa Econômica. O Thiago era dono de um bar com o Carlão, do teorema. O Zé e o Fabinho sempre foram mais ligados a música mesmo e eram músicos free lancer, até a gente seqüestrar os dois.
Para mais informações sobre a banda visite o site: www.pedraleticia.com.br
Escrito por franciellecury