Escrevi matérias de responsabilidade social para a revista Fecomércio. Já escrevi para o site do Jornal Alô Brasília e para outros sites na internet. Fiz estágio na Junior Achievement onde produzi o informativo mensal da instituição assim como as matérias que foram publicadas. Na faculdade já fiz resenhas críticas de obras e artigos sobre assuntos polêmicos.
Confira abaixo esses meus outros trabalhos.
O valor do voluntariado corporativo
Em parceria com empresas do Distrito Federal a Junior Achievement incentiva a troca de vivências entre estudantes e voluntários. Experiência enriquece o ambiente de trabalho e apresenta oportunidade de futuro aos alunos
Por Francielle Cury
A frase lema da Junior Achievement sintetiza a proposta de mudança apresentada aos jovens estudantes: “A vida é um caminho, não um destino, e você é o arquiteto do seu caminho”. Voltados para incentivar o empreendedorismo, os programas da instituição são aplicados em todos os estados brasileiros e em mais de 120 países. No Distrito Federal, onde a vocação para a administração pública mobiliza as pessoas a prestarem concurso, um grupo de empresários almeja um novo perfil para esse segmento que move a economia. Investindo nesses programas, já na escola, colaboradores voluntários têm contribuído com conhecimento e experiência. A ideia é oferecer aos estudantes outras possibilidades para a escolha profissional.
Empresas como Gerdau, Laboratório Sabin e Cooperforte incentivam seus colaboradores a compartilhar experiências em sala de aula. Como a Junior Achievement oferece, a partir do 4 ano do ensino fundamental, diversos programas, é possível abrir um bom leque de escolhas de temas a serem desenvolvidos com os alunos, Um desses programas, As Vantagens de Permanecer na Escola, levou voluntários do Laboratório Sabin a demonstrarem aos alunos de uma escola pública do Gama a importância de completar os estudos antes de entrarem no mercado de trabalho. “Foi gratificante, pois pude atuar com as crianças e verificar que elas precisam ser incentivadas a buscar o melhor para a vida delas. O estudo é importante! Eles entenderam isso”, destacou a voluntária do Laboratório Sabin, Claudia de Souza.
A Gerdau patrocinou a aplicação do programa Nosso Planeta Nossa Casa para 90 alunos da Escola Classe 100 de Santa Maria. De acordo com a coordenadora de Produção da empresa, Arlete Nóbrega, a participação no programa foi enriquecedora. “Nunca havia participado de uma atividade como voluntária. Foi muito bom, tanto o projeto, quanto os materiais e as dinâmicas. Aprendi bastante com as crianças e espero ter contribuído para a conscientização de cada uma delas.”
No ensino médio, o Programa Miniempresa tem a orientação de voluntários em áreas específicas. Colaboradores do Sebrae Nacional se organizaram para oferecer orientação a 20 estudantes do 2 ano do Colégio Dom Bosco, aplicando a metodologia da Junior Achievement. “O Programa Miniempresa é atual, para esta época em que o emprego é cada vez mais escasso”, analisa a consultora Márcia Matos. “As pessoas precisam de ser empreendedoras, quer seja se tornando empresário, quer seja trabalhando dentro de uma empresa. E o jovem que tem essa experiência agora certamente terá um desempenho melhor no futuro”, acredita.
Os colaboradores da Junior Achievement avaliam que o voluntariado corporativo enriquece o relacionamento entre os colegas da empresa e fortalece a imagem da organização.
Éramos Seis
Por Francielle Cury
Éramos seis irmãos. Papai, que Deus o tenha, morreu em um acidente de carro que não gosto nem de lembrar. Gabriela, a mais nova, nem chegou a nos conhecer. João, o mais velho e único homem, não falou uma só palavra desde a morte de papai. Mamãe não parava mais em casa, trabalhava o dia todo para nos manter vivos. Eu só ficava olhando. Passava o dia todo olhando. João, sempre com fone nos ouvidos ia do quarto pra cozinha e da cozinha pro quarto. Mamãe, coitada, nunca tinha tempo pra nós. Meus outros irmãos, ou melhor, irmãs eram Fernanda, Belina e Mariana, trigêmeas tão parecidas que até mamãe se confundia.
Naquele domingo de dia das mães, papai brincava jogando futebol com João, enquanto nós meninas, ficávamos na torcida. Mamãe preparava bolinhos de chuva. Sou capaz de sentir o cheiro daqueles bolinhos. Tenho saudade daquele tempo. Éramos uma família comum, cinco irmãos alegres. Ainda não me apresentei, meu nome é Marisa e sou a segunda filha. Uma pausa no futebol dos meninos para lanchar. Ninguém havia lavado as mãos, pro desespero de mamãe. Estávamos todos numa algazarra no banheiro quando tocou a campanhinha. “Quem é?” gritou papai do banheiro. Quando chegamos à sala mamãe chorava descontroladamente e a porta estava aberta. João correu até a rua e não viu ninguém. Mamãe estava aos prantos! As trigêmeas atacavam os bolinhos enquanto papai, João e eu ficamos atônitos, sem entender o que acontecera.
Já que mamãe, no meio de seus soluços, não conseguia falar nada papai resolveu agir. Saiu de casa correndo. Saiu e nunca mais voltou. Ele havia pegado o carro e quando virou a esquina, deu de frente com um caminhão. A porta de casa ainda estava aberta e mamãe chorava, quando algumas pessoas vieram falando do acidente. Nesta hora mamãe desabou em prantos! Só sobraram dois bolinhos.
Eu e João nos olhávamos procurando uma explicação. Ela veio mais tarde com a notícia de que papai não estava sozinho no carro. Havia uma mulher e um bebê com ele. Um bebê chamado Gabriela.
Lugar de criança é na escola
Projeto da JADF visa diminuir a evasão escolar no Distrito Federal. Mais de mil estudantes de escolas públicas participaram do programa em junho
Por Francielle Cury
A evasão escolar é um problema enfrentando pelo País há muitos anos. De acordo com o Ministério de Educação (MEC), o número de estudantes que abandonam a escola aumentou de 5,2% para 8,1%. As causas para a evasão são variadas: gravidez precoce, drogas, problemas familiares, necessidade de gerar a própria renda e até mesmo um nível baixo de ensino. Preocupada com o problema, a Junior Achievement desenvolve o programa “As Vantagens de Permanecer na Escola”, aplicado ao ensino fundamental.
No mês de junho de 2009, a JADF aplicou o programa para mais de mil alunos de 7 série de escolas públicas localizadas em Brasília, Gama e na área rural, em Pipiripau. O programa apresenta aos alunos os benefícios dos estudos, com a aplicação de um jogo de tabuleiro, análise de gráficos, elaboração de orçamento, planejamento de carreira e debate. É desenvolvido em cinco módulos dentro de sala de aula e aplicado por voluntários, pessoas treinadas pela Junior Achievement, com vivência em negócios.
Durante a realização, a JADF contou também com a participação de colaboradores do Laboratório Sabin, Unidade do Gama. Na escola CEF 08, houve 220 alunos distribuídos em seis turmas. Entre os alunos beneficiados, havia estudantes deficientes auditivos, o que não impediu que alcançassem ótimo aproveitamento. A colaboração de uma voluntária se tornou decisiva para repassar o conteúdo do programa por meio de liinguagem dos sinais.
A estudantes Amanda Calvacante descobriu a importância de permanecer na escola. “Eu gostei, pois, depois de participar, a gente vê o quanto a escola é necessária. Eu diria para um amigo meu não abandonar os estudos, pois ele pode arrumar um emprego bom e ajudar a família”, declara. “Meus pais investem em mim e eu quero ser médica”, planeja. “Estamos realmente mostrando ao aluno como é importante ter uma profissão, manter-se na escola e procurar melhorar a cada dia”, analisa a voluntária do Laboratório Sabin, Claudia de Souza Silva.
Para o próximo semestre, está prevista novamente a aplicação do programa, desta vez para cerca de 1500 alunos, distribuidos em cidades do Distrito Federal. Novos voluntários serão capacitados e terão a oportunidade de compartilhar as dificuldades que os jovens enfrentam para concluir o ensino fundamental. O programa “As Vantagens de Permanecer na Escola” é aplicado em todo o País, sempre por voluntários capacitados pelas Junior Achievement de cada unidade da Federação.
Nós podemos salvar a Terra
Programa Nosso Planeta, Nossa Casa, da Junior Achievement, mostra aos jovens do ensino fundamental a importância do desenvolvimento sustentável e do consumo consciente
Por Francielle Cury

Foto: Divulgação da Internet
No dia 5 de junho comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data é importante para discussões sobre poluição do ar, água e solo; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável. Com o objetivo de promover essa conscientização, a Junior Achievement aplica o programa Nosso Planeta, Nossa Casa, para alunos de ensino fundamental. O objetivo é mostrar aos jovens a importância do desenvolvimento sustentável e do consumo consciente. Por meio de atividades aplicadas pelo professor, em sala de aula, os alunos aprendem sobra a importância da preservação do meio ambiente e seu compromisso socioambiental.
Em 2008, foram beneficiados por este programa mais de 3 mil alunos do Distrito Federal e 30 mil no Brasil. No segundo semestre, o programa será aplicado por colaboradores da Gerdau que, após capacitação, atuarão como voluntários, apresentando o tema para 90 alunos da quarta série da Escola Classe 100 de Santa Maria. Juntos, eles fortalecem o trabalho em grupo e o voluntariado corporativo, melhorando sua atuação na empresa. Além do Distrito Federal, haverá mais 11 estados beneficiados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Paraíba, Pará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.
Por meio de uma cartilha bem elaborada, o aluno amplia a visão sobre o assunto. No texto, Juninho (personagem) conversa com os jovens para apresentar o início do projeto. A sociedade primitiva, evolução da economia, revolução industrial, substituição do homem pela máquina, criação do mercado consumidor, tudo isso contribuiu para o aumento da poluição no mundo. Juninho fala sobre os problemas que enfrentamos como o aquecimento global. Após um apanhado geral, ele começa a explicar como podemos ajudar. Fala ainda sobre reciclagem, reutilização, redução da quantidade de recursos e energia que usamos.
Além da cartilha, há também atividades com os professores voluntários, como jogos para exercitar o aprendizado sobre o assunto, tudo feito de uma forma criativa para instigar o jovem a querer resolver esses problemas. Para mais informações, acesse WWW.jadf.org.br ou entre em contato com a Junior Achievement – DF pelo telefone (61) 3340-6127.
O ambiente no mundo
Anualmente, o planeta emite cerca de 23 bilhões de toneladas de gás carbônico. A emissão é feita principalmente por queima de carvão,gasolina e óleo diesel. Os Estados Unidos são os responsáveis por 26% desse gás carbônico liberado. O Brasil emite cerca de 1,5% desse valor. Quanto às florestas tropicais, cerca de 16 milhões de hectares são derrubados e queimados em todo o mundo. Isso contribui para o aquecimento global, já que a decomposição libera dióxido de carbono, metano e óxido de nitrogênio. Segundo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, é possível reduzir o aquecimento global se as emissões dos gases que o provocam começarem a cair até 2015.
Morre primeira vítima da nova gripe no país
Caminhoneiro de 29 anos era forte e saudável segundo a família
Por Francielle Cury
Neste domingo (28) aconteceu o velório da primeira vítima da gripe suína no país. O caminhoneiro de 29 anos deve ser sepultado na segunda (29).A maior parte dos parentes que foram ao velório usavam máscaras.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, o paciente contraiu a gripe durante uma viagem à Argentina em 15 de junho.
A família descreve a vítima como “forte e saudável”. Segundo informações, ele teria ido à Argentina para levar uma carga. Na volta teria reclamado de uma forte dor de cabeça. “Como pode um guri forte daqueles morrer?”, relatou o tio.
A equipe médica que trabalhou no caso disse que o caminhoneiro demorou muito para procurar ajuda médica. “A doença já havia evoluído para uma pneumonia nos dois pulmões”, falou o vice-diretor do Hospital São Vicente de São Paulo onde a vítima estava internada. (LINK DESSA NOTÍCIA NO SITE DO JORNAL ALÔ BRASÍLIA: http://www.jornalalobrasilia.com.br/ultimas/?tipo=NOT&Desc=&IdNoticia=22695
Vida após a morte
Para lojas de discos no Brasil Michael Jackson renasceu

Foto: Divulgação da Internet
Por Francielle Cury
Uma verdadeira corrida aos discos do cantor Rei do Pop, Michael Jackson, está acontecendo em quase todo o mundo após a sua morte.
Segundo a associação das gravadoras dos Estados Unidos, o cantor que em vida vendeu mais de 750 milhões de cópias em todo o mundo, poderá ultrapassar rapidamente a barreira de um bilhão de cópias.
Aqui no Brasil, ainda não se tem um dado oficial mas sabe-se que muitas lojas de discos em todo o país registraram grande procura pelos discos do cantor, tendo esgotado o estoque em algumas destas lojas.
Este fenômeno de grande procura por suas obras, acontece sempre que morre uma celebridade, mas com os “ícones” principalmente no mundo da música, a procura é muito maior. Não foi diferente com Elvis Presley – que continua vendendo muito até hoje e com a “morte” dos Beatles – que mesmo com separação do grupo e o desaparecimento de Jhon Lennon e George Harrisson, não pararam de vender suas músicas.
E pelo visto, este recorde do cantor norte americano poderá crrescer cada dia mais, segundo o jornal britânico “The Sun”, o “Rei do Pop” deixou para os 3 filhos, mais de 100 músicas inéditas gravadas e nunca reveladas. A notícia foi confirmada pelo biógrafo de Jackson, Ian Halperin: “Ele queria deixar as músicas para seus filhos, é o seu legado pessoal para eles”. (LINK DESSA NOTÍCIA NO SITE DO JORNAL ALÔ BRASÍLIA: http://www.jornalalobrasilia.com.br/ultimas/?tipo=DIV&Desc=%DAltimas&IdNoticia=3029)
Jovem não é mais transmissora da gripe
Segundo médicos, o paciente é transmissor por apenas 7 dias
Por: Francielle Cury
Uma jovem de 14 anos contraiu a nova gripe em uma viagem para a Argentina e foi internada. Segundo a Vigilância Epidemiológica do Hospital de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, ela não é mais transmissora da doença.
Segundo o médico infectologista Fábio Lopes Pedro, que cuida da jovem em Santa Maria (RS), o período em que o paciente é transmissor vai até o sétimo dia a contar do início dos sintomas. Por protocolo, eles ficam isolados por cerca de dez dias.
Ainda segundo o médico, o caso da menina ainda não foi identificado em nenhum outro paciente no Brasil. O quadro dela não evoluiu do vírus influenza para uma inflamação bacteriana ou para complicações secundárias típicas. Ele evoluiu direto para lesões graves nos músculos, coração, fígado e pulmão.
Oito pessoas se revezam em turnos de 24 horas para cuidar da jovem. Segundo Lopes, mesmo ela não sendo mais transmissora da gripe tem que tomar os cuidados para minimizar os riscos de contágio. (LINK DESSA NOTÍCIA NO SITE DO JORNAL ALÔ BRASÍLIA: http://www.jornalalobrasilia.com.br/ultimas/?tipo=NOT&Desc=Nacional&IdNoticia=22392)
Suspeito de matar ex-namorada em MG foi preso
A prisão foi feita após a polícia encontrar o corpo da vítima na vala da fazenda onde ele trabalhava
Por Francielle Cury
Na semana passada o corpo de uma jovem de 16 anos foi encontrado em Periquito (MG), na vala de uma fazenda. O suspeito de ter matado é o ex-namorado dela de 17 anos que trabalhava nesta fazenda.
Segundo a família da jovem, os dois namoraram por dez meses. Quando terminaram o namoro ela foi para a Bahia e descobriu uma gravidez. A polícia suspeita que o adolescente planejou a morte depois de receber o comunicado que ela estava grávida.
De acordo com a polícia, foi a família do suspeito ajudou na sua localização e prisão. Atualmente ele está em um Centro de Internação para Menores, em Governador valadares (MG). (LINK DESSA NOTÍCIA NO SITE DO JORNAL ALÔ BRASÍLIA: http://www.jornalalobrasilia.com.br/ultimas/?tipo=NOT&Desc=&IdNoticia=22381)
Governo desestimula turistas a viajarem para países com nova gripe
Consumidor não pagará multas por cancelamento ou adiamento destas viagens
Por Francielle Cury
A legislação brasileira estará a favor do consumidor que pretender cancelar ou remarcar viagens com destino à Argentina ou ao Chile. O vírus A (H1N1), da nova gripe, está assustando muitos brasileiros e de acordo com os órgãos de defesa Fundação Procon – SP e Pro Teste – Associação Brasileira de defesa do Consumidor, as companhias aéreas não poderão multar aqueles que decidirem por adiar sua viagem e para quem quiser cancelar, estará garantido a restituição do valor ou a troca do destino ou da data.
Os turistas brasileiros foram recomendados, pelo Ministério da Saúde, a não viajar para países com transmissão da nova gripe, principalmente Argentina e Chile. Graciela Occanã, ministra da Saúde da Argentina, considerou razoável a atitude do governo brasileiro. Já a presidente do Chile Michele Bachelet foi contra a postura do Brasil e disse que a solução não é desestimular os turistas. (LINK DESSA NOTÍCIA NO SITE DO JORNAL ALÔ BRASÍLIA: http://www.jornalalobrasilia.com.br/ultimas/?tipo=NOT&Desc=&IdNoticia=22302)
A arte e os segredos da escrita

Foto: Divulgação da Internet
Por Francielle Cury
A Jornada do escritor: estruturas míticas para escritores, de Christopher Vogler (Tradução de Ana Maria Machado. – 2ed – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006) é um gruía prático dos caminhos da narrativa.
O autor ficou famoso exatamente por este livro, que tem como nome original The Writer’s Journey, Mythic Structure For Writers. Formado em Cinema na Escola de Cinema e Televisão da Universidade do Sul da Califórnia (USC), Vogler trabalhou para os estúdios Disney Fox 2000 e Warner Bros.
A tradução e o prefácio ficaram por conta da jornalista, professora e pintora Ana Maria Machado, formada em letras e sexta ocupante da cadeira 1 da Academia Brasileira de Letras.
Vogler fez a divisão da obra em dois livros: “Mapeando a Jornada” e “Os Estágios da Jornada”. Além disso, ainda há dois prefácios, sendo um à edição brasileira e outro à segunda edição, os dois somam 26 páginas. Para os leitores “bocejantes” isso já é um ponto contra, já que acaba ficando cansativo começar a leitura. Porém, Ana Maria Machado, autora do prefácio à edição brasileira, o faz de forma a instigar o leitor a continuar em frente quando faz elogios à obra e diz ser para leitores e escritores amadores ou profissionais.
Antes de dar entrada nos dois capítulos, o autor ainda faz uma introdução que é como o próprio título diz, uma preparação para a viagem. Vogler convida o leitor a acompanhá-lo na jornada do escritor e conta um pouco de sua marcha. São mais dez páginas que convidam o leitor a seguir em frente.
Quando, enfim, se entra no livro, chegamos à conclusão de que valeu a pena chegar até aqui. Baseado na obra de Joseph Campbell, O Herói de Mil Faces, em que o autor explica como é a jornada do herói de toda história, Vogler começa a mapear o caminho que o escritor encontrará na hora de escrever. Ele apresenta os 12 estágios da jornada do herói e descreve os sete tipos comuns de personagens encontrados nas histórias: herói, mentor, guardião de limiar, arauto, camaleão, sombra e pícaro.
Quando chegamos ao livro dois, “Os Estágios da Jornada”, Vogler começa a descrever os 12 estágios apresentados no livro um. Ele faz uma explicação bem detalhada. O livro dois é de grande importância na obra, já que é aqui que ele explica praticamente o roteiro a ser seguido por um escritor.
No epílogo, Vogler aproveita tudo o que apresentou no livro e faz uma análise se quatro filmes que seguiram os estágios explicados: Titanic, O Rei Leão, Pulp Fiction: Tempo de Violência e Ou Tudo Ou Nada. Esta é uma parte do livro que julgo de grande valia para os leitores, pois ilustra na realidade o que até agora estava na teoria. A partir daí, vemos que tudo faz mesmo sentido e que é seguido por muitos roteiristas e escritores, mesmo que os filmes sejam tão diferentes.
A Jornada do Escritor é com certeza um livro para ser lido por todos que se interessam por narrativas e até mesmo por aqueles que não escrevem, mas gostam de ler. Pois, a partir dele, o leitor pode fazer uma análise mais coerente da obra em suas mãos. Não é a toa que esta publicação foi adotada e é seguida por escritores e roteiristas de Hollywood.
Dúvida cruel
Por Francielle Cury
Existem vários pontos de vista para a ética. Começaremos com a formação da palavra. “Ethos” é uma palavra grega que vem do latim “etrhica”. Do ponto de vista filosófico, temos a palavra ética com um aspecto tríplice: Ciência, código de conduta e sentimento.
A ciência ética procura determinar qual modo mais proveitoso de se conduzir a vida. O seu objetivo final é a felicidade humana.
A ética como código de conduta pode ser entendida como resultado da investigação empreendida pela ética como ciência, ou seja, é a postura de vida adotada pela pessoa objetivando a felicidade.
Por fim, a ética como sentimento. Este aspecto diz que é ética aquela pessoa que enxerga os defeitos que tem. Não basta simplesmente seguir uma conduta. Como está escrito no antigo registro chinês Tao Te King, “quem se diz bom não é bom e quem se acha merecedor de homenagens não merece ser lembrado”.
É importante destacar também o conhecimento popular de ética. Uma definição simplista seria apontá-la como aquilo que trata do bem e do mal. Em livros, encontramos a seguinte definição popular: “a ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que é, mas que não são fáceis de explicar quando alguém pergunta”.
E onde todos esses princípios entram no jornalismo? Nessa área, a ética atua como o instrumento para saber escolher entre “o bem” e “o bem” ou entre “o mal” e “o mal”, levando em conta o interesse da maioria da sociedade.
Em outras áreas, como o direito e a medicina, o código de ética é universal. São estudados juntamente com delitos e anatomia. Os profissionais são fiscalizados por representantes de seu grupo, os quais têm poder de cassar a licença de um deste que tenha saído do caminho correto. Mas no jornalismo isso não acontece. As indicações são obscuras, confusas ou inexistentes. Há poucas restrições e não existem licenças nem órgãos fiscalizadores. Suas decisões dependem de sua compreensão, do domínio técnico de sua profissão e da sensibilidade de sua consciência.
Até quando um jornalista pode mentir sem atingir a falta de ética? Quando ele pode usar de suas influências? Diversas são as situações em que um jornalista se encontra em um labirinto. Quando ele tem que mentir a identidade, por exemplo, para conseguir uma matéria que denuncia algum crime. Ele feriu o código de ética ao mentir. Porém, ele visava um bem maior, o bem da sociedade em saber do crime. Esse é um exemplo de várias situações de “xeque” em que um jornalista passa ao longo de sua carreira.
Em 1938 aconteceu um caso que ficou mundialmente conhecido. Orson Welles usou seu programa de rádio nos EUA para noticiar uma falsa invasão de alienígenas na Terra. Uma transmissão encenada no estúdio do programa, por um grupo de teatro e que foi inspirada no livro “A guerra dos mundos”. O programa foi transmitido durante uma hora, o suficiente para levar o pânico a mais de 1,2 milhão de ouvintes. Milhares de pessoas ligaram para a emissora congestionando as linhas telefônicas da rádio. Welles não fazia idéia do poder que a mídia exercia e exerce até hoje nas pessoas.
A mídia deixou de representar um instrumento imparcial de divulgação de informações e fatos. Ela tem o poder de manipular e formar opiniões. E a ética? É ético manipular opiniões de pessoas? Fazer com que elas acreditem em algo simplesmente porque está no “horário nobre” da televisão ou até mesmo do rádio? O que Orson Welles queria ao fazer essa brincadeira e causar o pânico em tantas pessoas? O caso ficou mundialmente conhecido e até hoje é lembrado principalmente no campo jornalístico. Fama, Welles conseguiu fama. Mas e a ética da profissão? Essa brincadeira foi além dos limites e fez dele um jornalista antiético.
Assim também aconteceu com Stephen Glass. A história desse jornalista inspirou o filme Shattered Glass. Novo e com uma carreira promissora, Stephen escrevia para importantes revistas americanas. Com matérias divertidas e diferentes, ele era sempre elogiado por seus amigos e editores. Porém, ele se complicou quando descobriram uma de suas matérias forjadas. Depois de investigações, outras mentiras foram descobertas em suas reportagens. Ele inventava todas elas e contava de um jeito tão convincente que até ele mesmo acreditava. Depois de descoberto, sua carreira promissora acabou.
Esses dois exemplos demonstram casos de jornalistas antiéticos. Mas a discussão da falta de ética vai além desses casos. São em situações cotidianas que encontramos as maiores dúvidas de como agir. Aceitar uma viagem, para falar bem daquela agência de turismo; publicar uma foto que não contém a informação em si, mas um momento particular da pessoa, somente para vender mais exemplares de sua revista ou jornal; dar sua opinião, mesmo que discretamente, em alguma matéria. Tudo isso é exemplo de situações em que o jornalista se depara com problemas éticos.
A maneira de agir vai de acordo com cada profissional. Sua maneira de enxergar aquela situação. O jornalista tem que ter em mente que seu dever é contar a realidade para as outras pessoas e então pensar na melhor forma de cumprir sua “missão”. Sempre enxergando o bem da população, assim o profissional estará “em dia” com a ética.
Falta de ética prejudica a todos
Por Francielle Cury
O filme “Shattered Glass” conta a história verídica do jornalista Stephen Glass. Garoto brilhante que começa a se destacar no ramo do jornalismo, Stephen escrevia para importantes revistas como “George”, “Rolling Stone”, “Harper´s” e a “The New Republic”.
Suas matérias eram sempre bem vistas por seus colegas. Eram todas interessantes e bem escritas. Ele era irreverente, leve e engraçado, mas se complicou quando foi pego em uma mentira. Todos descobrem que ele forjava o que escrevia. Foi descoberto quando escreveu sobre uma convenção de rackers (indivíduos que elaboram e modificam software e hardware de computadores), onde um jovem garoto conseguiu entrar no sistema digital de uma grande empresa e foi contratado pelos chefes da mesma.
O clímax da história é quando o chefe de uma revista de internet, a “Forbes Digital”, se irritou com o jornalista de sua equipe, Adam Penenberg, por ele não ter feito a cobertura dessa convenção e este estranha não ter conhecimento sobre ela. Adam mergulha em uma pesquisa sobre a matéria de Glass e descobre que a empresa não existia e muito menos a convenção de rackers.
O então editor da “The New Republic”, Chuck, é avisado das desconfianças e investigações de Adam Penemberg e também começa a desconfiar da matéria de seu redator.
Pressionado pelas desconfianças, Stephen começa a criar sites, telefones e endereços fictícios para fundamentar sua matéria. Tudo em vão, com algumas visitas aos locais citados, Chuck descobre a farça. Perturbado, Glass recorre aos amigos redatores que em um primeiro momento o protegem por não gostar do Editor chefe. Logo percebem que o jovem jornalista não só forjou esta matéria, como muitas outras já publicadas. Ele então é demitido e a revista pede desculpa aos seus leitores pelo ocorrido.
Depois disto, Stephen Glass se formou em direito e lançou um livro contando a história de um jornalista ambicioso que inventava seus artigos.
Com um elenco de grandes atores, Hayden Christensen – Stephen Glass
Peter Sarsgaard – Chuck Lane e dirigido por Billy Ray, também diretor do filme “Quebra de Confiança”, o filme consegue prender a atenção de todos até o fim. Uma história instigante principalmente por ser verídica.
Existem outros casos de jornalistas mentirosos, no “New York Times”, um dos mais importantes jornais de Nova York, aconteceu um caso semelhante. O repórter Jayson Blair enganou leitores e colegas. Ele inventou comentários, forjou situações, usou material de outros jornais e serviços de notícias. O caso repercutiu tanto que o jornal criou uma equipe especial para rever matérias e trocou a equipe de jornalistas para se prevenir.
A falta de ética está presente em todo lugar. Mas no jornalismo o caso fica mais complicado, pois o dever deste profissional é contar a realidade. Forjando matérias ele conta uma mentira, faz o leitor acreditar no que não existe. É além de tudo, uma falta de respeito com cidadãos.
Histeria coletiva

Foto: Divulgação internet / Orson Wells
Por Francielle Cury
O que você faria se estivesse diante da televisão e , de repente, tocasse aquela vinheta de “edição extraordinária” do Jornal Nacional e, em seguida, os apresentadores Willian Bonner e Fátima Bernardes aparecessem com a fisionomia séria, anunciando: “E atenção, o planeta Terra está sendo invadido por milhares de seres extraterrestres!”? Pois, guardadas as devidas proporções, foi o que aconteceu há 71 anos nos Estados Unidos, quando um programa de rádio de grande audiência anunciou a invasão dos Marcianos à Terra.
O escritor Hebert George Welles, considerado o pai da ficção científica, publicou em 1898 o livro “A guerra dos mundos”, que contava a história de invasões na Terra por sete alienígenas. Quarenta anos depois, mal ele poderia imaginar que a sua obra de ficção iria ficar mundialmente famosa por ser divulgada como verídica num programa de rádio nos Estados Unidos. Foi em 30 de outubro de 1938. Inspirado no livro de Hebert Welles, o diretor de cinema e radialista Orson Wells, anunciou em seu programa de rádio, na CBS, que alienígenas iriam mesmo invadir a Terra. A transmissão durou uma hora e causou grande furor na população. Foi muito bem encenada pelo grupo de teatro Mercury durante o programa. Levou pânico a milhões de americanos que provocaram um congestionamento nas linhas telefônicas da emissora.
Apesar de, logo no início do programa, o locutor ter avisado que era uma história de ficção, boletins de notícias falsas, estrategicamente colocados durante o programa, interrompiam diversas vezes a transmissão, dando veracidade à encenação. Uma das notícias, interpretada pelos atores, contava que os alienígenas invadiam a Terra e que, em um primeiro confronto, 40 pessoas morreram. Em um segundo embate, 7 mil homens armados do exército foram desintegrados pelo poder das armas inimigas. Apesar das informações falsas, a emissora da rádio CBS calculou que 6 milhões de pessoas ouviram o programa e cerca de 1 milhão e 200 mil acreditaram no que ouviram.
O episódio, conhecido como o mais célebre de “histeria coletiva” na história mundial, mostrou o quanto é poderosa a mídia e como as pessoas acreditam em um fato, totalmente irreal, simplesmente por ser divulgado através de um programa de rádio.
Nos dias de hoje, apesar de ter aumentado o poder da mídia, talvez não fosse possível uma só emissora divulgar uma falsa notícia tão bombástica sem ser desmentida logo em seguida por outros jornais concorrentes e, certamente, a farsa não teria repercussão e alarde tão grandes.
Escrever ou não escrever eis a questão
Por Francielle Cury
O objetivo do jornalista é contar a realidade dos fatos aos outros cidadãos. Contudo, o profissional tem um código de ética a seguir. Suborno e mentiras não são atitudes corretas de um repórter.
A mentira ainda é justificável. No caso de um jornalista precisar fazer uma matéria sobre uma “boca de fumo” no morro, obviamente ele não poderá se identificar corretamente para se infiltrar em um grupo criminoso, por exemplo. Usará uma identidade falsa, ou um codinome. No caso, esta mentira é aceitável como uma conduta ética, pois o jornalista mente para “fazer o bem”. No caso, denunciar uma quadrilha de traficantes.
Este é o caso da ética jornalística como instrumento para saber escolher entre “o bem” e “o bem” ou entre “o mal” e “o mal”, levando em conta o interesse da maioria da sociedade.
Já suborno não é uma atitude flexível, pois pagar por uma informação é, além de falta de ética, falta de moral. Quando dizemos que ética é regra e moral é conduta da regra, nos referimos exatamente a casos como este.
Se falarmos de ética como aquela que trata do certo e do errado, do bem e do mal, certamente entraremos em conflito com a pergunta: “O jornalista deve publicar uma reportagem mesmo sabendo que ela pode prejudicar as pessoas?”. Quando falamos em prejudicar pessoas, fazemos ligação em fazer mal a elas.
Mas o dever do jornalista é contar a realidade aos outros cidadãos. Então, desde que essa informação seja verdadeira, e de acordo com a realidade, o profissional deve sim publicá-la. Seu papel é informar e saber expor os dois lados. Mesmo que essa reportagem venha a prejudicar alguém ou um grupo de pessoas, essa não deve ser a preocupação do jornalista. Seu único compromisso é com a verdade dos fatos.
Após apresentar a notícia, cabe ao leitor fazer o julgamento desta sem a ajuda do repórter que tem de ser imparcial. Se o jornalista for se preocupar com isso, voltaremos à época da censura.
De chaturanga a xadrez - Ahistória da evolução de um dos jogos mais antigos da humanidade
Por Francielle Cury

Foto: divulgação internet /Árbitro Internacional de xadrez Antônio Bento
Há quem diga que xadrez é um jogo. Outros dizem que é uma ciência. Ainda tem aqueles que o consideram uma arte. Na realidade ele tem um pouco dos três.
Existem várias histórias associadas à sua criação, a mais famosa delas é a de um jovem indiano chamado Lahur Sessa.
Conta a lenda que um rei de uma província indiana vivia em depressão pela perda de seu filho na guerra. Então Lahur o apresentou um tabuleiro de 64 casas brancas e pretas e diversas peças que representavam personagens de uma guerra, era este o jogo estratégico que mais tarde viria a ser chamado de xadrez.
Lahur explicou ao rei que jogar lhe confortaria. E assim aconteceu. O rei muito agradecido pediu ao jovem que aceitasse uma recompensa, este então pediu uma quantidade de trigo, sendo assim calculada: um trigo para a primeira casa do tabuleiro, dois para a segunda, quatro para a terceira, oito para a quarta e assim sucessivamente até a última casa. Espantado com a humildade de Lahur, o rei ordenou imediatamente que lhe dessem o que foi pedido.
Feito os cálculos, os sábios do reino ficaram assustados com o resultado, pois o número era tão grande que as plantações dos próximos dois mil anos não pagariam ainda o jovem indiano.
O rei, admirado com a sabedoria de Sessa, o convidou para ser o principal vizir do reino, pagando assim sua dívida.
O xadrez é uma derivação de um jogo indiano antigo chamado chaturanga. Neste, as peças tinham nomes e alguns movimentos diferentes, porém todo contexto de estratégia e guerra existente no xadrez, já era encontrado nele.
O primeiro torneio moderno enxadrístico aconteceu em 1851 na cidade de Londres. O campeão foi Adolf Anderssen, que foi considerado então o melhor enxadrista do mundo naquele ano.
Depois disso se tornaram campeões mundiais, jogadores como Paul Morphy, Wilhelm Stenitz, Lasker, Capablanca, Alekhine, Boby Fischer dentre outros. Nomes estes muito conhecidos e aclamados até hoje por enxadristas profissionais.
Um grande nome lembrado até hoje é Gary Kasparov, enxadrista russo, considerado um dos melhores da história, tendo sido campeão mundial por quinze anos consecutivos. Depois de sua aposentadoria em 2005, tivemos como campeões mundiais Topalov, Karamnik e Anand.
No Brasil temos nomes de referência como os grandes mestres Vescovi, Leitão, Milos, Fier, Darcy Lima, e o grande Henrique Mecking, o nosso Mequinho.
Novos talentos estão surgindo e quanto mais o país investir em xadrez escolar, mais cedo irão aparecer grandes talentos.
ARBITRAGEM
Outra área muito importante do xadrez é a da arbitragem, pois como no futebol, torneios oficiais têm que ter árbitros capacitados pela CBX (Confederação Brasileira de Xadrez).
Um nome de grande peso na arbitragem enxadrística é o do árbitro internacional Antônio Bento, que é nascido no Rio de Janeiro e mora em Brasília há algum tempo.
Formado em Economia e Ciências Contábeis, Bento é ex-servidor público federal e dirigente do Banco Central do Brasil – BACEN.
Bento, que também é jogador de xadrez, é hoje um dos mais conceituados árbitros do esporte.
Fale um pouco sobre seu começo no xadrez.
Aprendi a jogar xadrez aos 7 anos de idade. Morava na capital do Rio de Janeiro. Meu irmão mais velho, Roberto, ensinou os movimentos das peças e rudimentos de algumas aberturas conhecidas do jogo tais como a Ruy Lopez e as defesas Italiana, Francesa e Siciliana.
Em qualquer partida de futebol tem um árbitro, no xadrez é só em torneios, por quê? Um árbitro não é importante no xadrez?
Bem, isso é uma das curiosidades do jogo de xadrez.
As pessoas adoram jogar; é bem reduzido o número de pessoas que gostam de organizar torneios e ínfimo o grupo dos que se dispõe a arbitrar partidas.
A figura do árbitro é importante em qualquer competição, mas a lei do xadrez é um das poucas que disciplina partidas sem árbitro presente. Isso não seria possível no futebol. Já imaginou uma partida entre Flamengo e Corinthians sem árbitro e bandeirinhas? Seria inimaginável!
Mas, em diversos países, o xadrez é praticado nos clubes sem árbitro presente. Um dos jogadores serve de mediador quando necessário ou quando acontece conflito.
Pra ser árbitro é preciso jogar bem o xadrez?
É possível que o ‘árbitro-jogador’ tenha menos dificuldades para arbitrar torneios. Além de conhecer as regras do jogo, o ‘árbitro-jogador’ tem mais uma vantagem: conhece as “manhas” do jogo. Isso facilita o seu trabalho, por exemplo, para examinar reivindicações de empate feitas com base no art. 10.2 da lei do xadrez.
Todavia, para ser um árbitro de categoria, não é imprescindível que preencha o requisito de ser também um jogador. Para ser um bom árbitro, basta conhecer bem as regras do jogo e as de competição; manter-se atualizado na lei do xadrez e regulamentos de torneios das federações internacional e nacional; ter boa capacidade de julgamento e objetividade: em suma, atuar com bom senso.
Como e por que você se interessou pelo ramo da arbitragem? E qual foi seu caminho até o título de árbitro internacional?
Acredito que a partir de março de 1973, ocasião em que me transferi para Brasília é que me interessei pela arbitragem de competições enxadrísticas.
Organizava, arbitrava e jogava torneios com os meus colegas da Associação dos Servidores do Banco Central – ASBAC/DF.
A partir de 1976, passei a figurar nos quadros da Federação Brasiliense atuando como organizador e árbitro de campeonatos brasilienses.
No início da década de 80, recebi o título de Árbitro Nacional da CBX.
O aperfeiçoamento no campo da arbitragem veio naturalmente com a organização e arbitragem de eventos da CBX.
Em 1990, recebi o título de Árbitro Internacional, no Congresso de Novi Sad, Iugoslávia, atualmente República Sérvia.
A partir daí passei a estudar sistematicamente arbitragem.
Após a aposentadoria pude dispor de tempo suficiente para intensificar ainda mais meus estudos de arbitragem.
Arbitrei a fase final do campeonato mundial que teve como palco a cidade do México (12 a 30/9/2007) atingindo o ápice da minha carreira.
A partir de 2008 faço parte do seleto Conselho de Árbitros da FIDE: “Arbiter’s Council” bem como da Comissão de Qualificação da FIDE América: “Qualification Comission”.
Você se entregou inteiramente ao xadrez? Você tem alguma outra atividade profissional desvinculada do esporte?
Trabalhei de 1967 a 2006 no Banco Central do Brasil onde exerci diversos cargos de chefia.
Portanto, até agosto de 2006, o xadrez era apenas um “hobby” na minha vida.
A partir da minha aposentadoria - que ocorreu em agosto de 1996 – pude me dedicar integralmente à prática e arbitragem do jogo de xadrez; em 2005 retornei à diretoria da Confederação Brasileira de Xadrez; estou exercendo atualmente o cargo de Vice Presidente Técnico da CBX com mandato até 31.12.2012.
A economia te ajudou no xadrez ou vice-versa?
A minha atividade como servidor público do Banco Central foi fundamental como meio de sustento.
A experiência como chefe de divisão e de departamento do Banco Central foram muito úteis para exercer cargos de direção na Federação Brasiliense – FBX e na Confederação Brasileira de Xadrez – CBX.
A prática de jogador de xadrez também me auxiliou muito nas minhas funções no Banco Central e no curso superior.
Ingressei tanto na Universidade quanto no Banco Central no primeiro vestibular e primeiro concurso, respectivamente. A arte de caíssa, como também é conhecido o xadrez, desenvolve habilidades que ajudam o indivíduo a melhorar desempenho tanto nas atividades acadêmicas quanto nas atividades profissionais. É uma ferramenta pedagógica poderosíssima.
Quais suas expectativas para esse ano, como árbitro e até como jogador?
Sou um jogador detentor de rating FIDE, mas inativo devido às minhas atividades como dirigente e árbitro.
Fui convidado para arbitrar o Zonal Sulamericano M/F (Zona 2.4, com jogadores do Brasil, Peru e Bolívia), que terá como palco a capital do Rio de Janeiro, no período de 8 a 18 de junho deste ano.
Em julho deste ano entrará em vigor a lei do xadrez aprovada no Congresso de Dresden/Alemanha. Então, neste ano deverei ministrar palestras e cursos (sobretudo de reciclagem) dirigidas a um público alvo: jogadores, organizadores e árbitros do esporte xadrez.
Qual a sua visão sobre o xadrez no Brasil em relação a outros países?
No xadrez competitivo, o Brasil ocupou na Olimpíada de Turim, realizada em 2006, no emparceiramento inicial, a 26ª posição, considerando-se o rating médio (2573) dos nossos Grandes Mestres.
É uma boa posição tendo em conta que há mais de 160 países filiados à FIDE.
Na América Latina, ainda considerando o rating médio dos ”top 6″, o Brasil somente é superado por Cuba.
Sem dúvida há algumas estrelas individuais que podem obter boas colocações nos Campeonatos Panamericanos e Sul Americanos. No xadrez sub-12 no ano de 2008, o grande astro foi o jovem Victor Shumyatsky, de Brasília, que obteve medalha de ouro tanto no panamericano quanto no sulamericano.
Fecho da entrevista:
Não há dúvida que a prática e estudo do xadrez pode desenvolver habilidades contribuindo sobremaneira para o desenvolvimento das capacidades intelectuais.
Espero que neste ano de 2009, haja uma ampliação da salutar prática do xadrez nas escolas, nas universidades, nos clubes, nas praças, nos shoppings e parques de todo o Brasil.
Mesmo que fora da mídia, o xadrez está cada vez mais atraindo jogadores, principalmente jovens. É o resultado do projeto de sua inclusão na grade curricular. Em outros países isso já acontece, e resultados incríveis estão sendo obtidos. O xadrez escolar de países como a Argentina, Venezuela dentre outros, estão crescendo exponencialmente. Os resultados podem ser vistos em campeonatos como sul-americano e pan-americano escolar, onde esses países têm conseguido resultados surpreendentes.
No Brasil, não são em todos os estados que essa inclusão na grade curricular é eficiente. Em estados como Paraná e Santa Catarina isso já acontece, e com bons resultados.
Em Minas, uma das cidades pioneiras com o projeto de xadrez nas escolas é São Sebastião do Paraíso, celeiro de campeões.
Em Brasília temos a revelação de 2008, o jovem Victor que se tornou mestre com doze anos de idade!
Em breve trarei a vocês uma entrevista do pequeno campeão!
Encerramento de programas

Alunos CEUB e voluntária Renata Romero. Foto de: Francielle Cury
Por Francielle Cury
No dia 12 de maio houve o encerramento do programa Introdução ao Mundo dos Negócios no colégio CEUB. O programa foi aplicado para alunos de 5ª série do ensino fundamental e aconteceu em cinco encontros. A voluntária Najla é estudante de Pedagogia e falou sobre a importância desse aprendizado para os alunos. “Eles tem contato com uma área que será importante para o futuro deles, que é a do mundo dos negócios. Além de relaxarem da rotina diária da escola. Eles gostam bastante.” Letícia Vilela de dez anos, participou e disse que aprendeu, dentre outras coisas, como se apresentar em uma entrevista de emprego. Ela conta que o aprendizado que teve no programa, poderá ser usado no futuro e se considera mais preparada agora.
Na mesma semana aconteceu também no CEUB, o encerramento do programa Economia Pessoal, para alunos de 7ª série. A voluntária Renata Romero contou como foi a experiência: “Tive a oportunidade de voltar à sala de aula. A turma foi participativa e gostou do programa. Fomos bem dinâmicos, trabalhando os tópicos quase sempre na prática. Pude ensiná-los um pouco sobre noções bancárias, como economizar, como fazer um bom currículo. A experiência foi válida para todos.”
Sobre os programas:
O Programa Economia Pessoal ajuda alunos de 7ª série a entender seus interesses e habilidades pessoais, a explorar opções de carreira e descobrir o valor da educação. Eles também aprendem sobre orçamentos, gerenciamento financeiro pessoal, familiar e as vantagens e desvantagens do uso do crédito. É desenvolvido em sala de aula, através de 10 encontros semanais de 45 minutos e totalmente sem custos para a escola e alunos. Este Programa é apresentado por orientadores com vivência em negócios, treinados pela Junior Achievement.
O Programa Introdução ao Mundo dos Negócios fornece informações práticas a alunos de 5ª e 6ª séries sobre a organização e a operação de negócios em um mercado de livre iniciativa. É desenvolvido em sala de aula, através de 05 encontros semanais de 45 minutos. Este programa é apresentado por orientadores voluntários com vivência de negócios treinados pela Junior Achievement.
Programa “Miniempresas” 2009
Por Francielle Cury

Alunos do Sigma produzindo. Foto de: Graciliano Cândido
O programa Miniempresa da Junior Achievement do Distrito Federal proporciona aos jovens de ensino médio a experiência prática em economia e negócios. Tem duração de 15 semanas e, ao longo de sua aplicação, os alunos criam, organizam e operam uma empresa. O Programa é acompanhado por quatro profissionais voluntários, das áreas de Marketing, Finanças, Recursos Humanos e Produção. Vivendo a rotina de um empresário, o aluno tem uma visão profissional mais ampla nas áreas de pequenos negócios.
Kleyvisson Jácome é um exemplo de sucesso nos programas da JADF. Após participar de uma miniempresa, ele ilustrou as páginas da Revista Galileu no ano de 2006. Falou sobre a vivência dele nos programas de empreendedorismo da Junior Achievement e as portas que se abriram para ele no setor. Kleyvisson se destacou durante a aplicação do programa e obteve uma bolsa para fazer um curso de web-designer. Após a conclusão, ele foi convidado para elaborar o site da JADF, além de outros trabalhos como web-designer.
Graciliano Cândido é outro exemplo de sucesso. Em 2004, após participar de uma miniempresa, ele abriu seu próprio negócio na área de alimentação. Com uma visibilidade maior sobre o mundo empresarial, ele conseguiu fazer sua fabrica de bombons prosperar. Além disso, Graciliano participou de outro programa da JADF que o ajudou. Após acompanhar um jornalista no Empresário- Sombra Por Um Dia, Graciliano fez sua escolha profissional. Hoje ele cursa faculdade de jornalismo, colabora em um jornal e trabalha em um programa na rádio Nova Aliança.
Neste semestre, o Miniempresa está sendo aplicado em seis escolas do DF, sendo quatro em Brasília: Dom Bosco, CEUB, Sagrada Família e Sigma. E duas no Gama: Centro Educacional Ludovico Pavoni (CELP) e Centro de Ensino Especial 01. Todas tiveram início em março e tem previsão de terminar em junho. Em Brasília, os encontros acontecem semanalmente sempre de 19h às 22h. Nos colégios Sigma e Dom Bosco, o programa é realizado às segundas feiras. No Sagrada Família, às terças e no CEUB às quartas. No Gama, os encontros acontecem durante a tarde. No CELP, são de 14:30 às 17:30 todas as terças feiras. Já no Centro de Ensino Especial a aplicação ocorre no período da manhã e da tarde. Neste caso, os encontros foram adaptados às necessidades dos alunos especiais. Nesta escola, o programa é aplicado duas vezes por semana, sempre às terças e quintas.
Os alunos já decidiram o produto a ser fabricado e o nome das miniempresas. No Sigma, a empresa se chama Fuxique S/A e os alunos estão produzindo três peças com fuxico – um trabalho artesanal, feito com retalhos formando uma rodelinha franzida que lembra uma flor. No Sagrada Família estão sendo confeccionadas camisetas pintadas a partir de três técnicas: stencil, desenho a mão livre e aplicação de guardanapo (impermeabilizado com cola de tecido) e o nome da empresa é Bamboo S/A. Já no CEUB o nome dado à empresa foi Ensabo’art e eles produzem sabonetes. No colégio Dom Bosco o nome escolhido para a miniempresa foi Bijouca S/A e estão fazendo bijouterias. Os alunos do Centro de Ensino Especial 01 esse ano estão trabalhando com plantas medicinais. Serão dois segmentos: mudas e saches. No CELP os alunos estão produzindo seis modelos de caixas artesanais e o nome da empresa é The Beautiful Box.
Para maiores informações sobre o Miniempresa, o contato da JADF é (61) 3340 6127 ou pelo site www.jadf.org.br .
Voluntariado Universitário
Por Francielle Cury
Segundo definição das Nações Unidas, “O voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social ou outros campos”.
São várias as organizações de trabalho voluntário do Brasil e no mundo. A Junior Achievment é uma organização sem fins lucrativos de educação prática em economia e negócios. Atua em todos os estados brasileiros e em mais 126 países, tendo como principal objetivo, desenvolver o espírito empreendedor nos jovens, por meio de programas práticos de educação econômica com foco em negócios e de sustentabilidade com foco em meio ambiente. O público principal são os alunos do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas e particulares.
Para a aplicação dos programas da JA, é necessária a participação de voluntários. Eles atuam em diversas áreas profissionais e muitos já possuem curso superior mas, o universitário também pode ser voluntário. No caso do voluntariado universitário, seu trabalho vale como horas extracurriculares. Quando a pessoa ingressa na faculdade, ela tem como pré-requisito para sua formatura, cumprir horas de atividades extras e a procura por atividades fora da grade curricular é grande. Pensando nesse aspecto, a Junior Achievement considera importante a atuação de universitários como voluntários, considerando principalmente compartilhar conhecimentos, experiências e vivenciar o mundo do empreendedorismo. As áreas que mais abrangem os programas da JA são as de: finanças, administração, marketing e publicidade. Porém, no âmbito empreendedor, todas as graduações podem compartilhar experiências.
O perfil do universitário voluntário é ter dinamismo, auto confiança, ética, comprometimento e responsabilidade com as atividades a serem desenvolvidas.
olha eu gostei bastante dos depoimentos. eu sou estudante do colgio ceub da 7srie e eu, juntamente com meus amigos participei tambm da aula e gostei muito, estou na foto. A Renata Romero uma tima pessoa, muito gente fina, explicou tudo muito bem e eu tenho certeza de que todos gostaram da aula. A dinamica foi tima e eu adorei a aula. parabns